Magnien, O abecedário de Michel de Montaigne, "Diógenes"
Diogène
"Diogène, qui baguenaudait de son côté, roulant son tonneau et hochant du nez devant le grand Alexandre, nous estimant des mouches ou des vessies pleines de vent, était bien juge plus aigre et plus poignant, et par conséquent plus juste, à mon humeur, que Timon, celui qui fut surnommé le haïsseur des hommes. Car ce qu’on hait, on le prend à cœur. Ce dernier nous souhaitait du mal, était passionné du désir de notre ruine, fuyait notre conversation comme dangereuse, de gens méchants et de nature dépravée ; l’autre nous estimait si peu que nous ne pourrions ni le troubler, ni l’altérer par notre contagion, évitait notre compagnie, non pour la crainte, mais pour le dédain de notre commerce ; il ne nous estimait capables ni de bien, ni de mal faire."
Diógenes
"Diógenes, que se divertia consigo mesmo, rolando seu tonel e zombando do grande Alexandre, considerando-nos moscas ou bexigas cheias de vento, era um juiz mais severo e contundente, e conseqüentemente mais justo, a meu ver, do que Tímon, aquele que foi cognominado "odiador dos homens". Pois tomamos a peito aquilo que odiamos. Este queria nosso mal, estava apaixonado pelo desejo de nossa ruína, fugia de nossa convivência como perigosa e malévola e de natureza depravada; o outro valorizava-nos tão pouco que não poderíamos nem o perturbar nem o alterar com nosso contágio, evitava nossa companhia, não por temor, mas por desdém de nosso convívio: não nos julgava capazes de bem-fazer nem de malfazer."
(I, 50, De Demócrito e Heráclito, p. 451)
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